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Entrada Notícias Festas da Meadela
Festas da Meadela PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

Incluída nas diversas actividades do nosso grupo etnográfico para 2010, estava prevista para o dia 31 de Julho uma deslocação à conhecida vila da Meadela, nos arredores da cidade de Viana do Castelo, para participação no Cortejo Etnográfico e Festival de Folclore que integravam as festas da vila.

O grupo partiu pelas 9 horas e foi almoçar a Viana, no alto de Santa Luzia. A paisagem e a tradicional vista sobre o rio Lima ficou meio escondida pelo nevoeiro que se fazia sentir, mas a temperatura amena, contrastando com a que vínhamos sofrendo na nossa região foi muito agradável. A visita à Basílica de Santa Luzia foi livre e não demos conta, desta vez, de subidas ao alto pelas escadinhas interiores.

Depois de uma volta à cidade de Viana chegou-se à Meadela para um cortejo etnográfico longo mas simpático pelo grande número de participantes e pelo numerosíssimo público que se apinhava ao longo de todo o percurso. Estiveram representados, além dos grupos etnográficos convidados para o Festival da noite, diversas actividades tradicionais em carros particularmente preparados para o efeito: carros agrícolas, o fabrico de alfaias, as lavras, o trabalho da eira, a confecção do pão, a cultura da vinha, a matança do porco, a pesca, o trabalho das minas e outros trabalhos e ritos. Para que tudo estivesse a condizer com o dia festivo, lá estavam ainda: as fanfarras, os cavaleiros, os zés-pereiras, as bandas de música, as gaitas de foles e os cabeçudos. Um belo e animado cortejo.

À noite foi o Festival. O nosso grupo, como já vem sendo hábito, teve comportamento exemplar (perdoe-se-nos a imodéstia). Até a Fátima, a substituir a cantadeira ausente por motivo justificado, deu confiança e satisfação a todos. Muito bem!

No dia seguinte, Domingo, as festas foram caracterizadas pelo cerimonial religioso em que sobressai a procissão com os andores delicadamente ornamentados com palmitos das mais variadas cores. Pudemos apreciá-los, de entre os quais se salientava, pelo seu tamanho, o da padroeira, Santa Cristina.

É assim a gente do Minho com a sua alegria, o seu entusiasmo, a sua garridice, a sua fé.

 

Actualizado em Sexta, 20 Agosto 2010 13:03