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Domingo, o último da Semana, foi dedicado aos zés-pereiras e aos cantares de natureza popular quer fossem ou não da tradição portuguesa. Alguns dos grupos presentes dedicam-se exclusivamente à divulgação de música da tradição oral enquanto outros não têm igual propósito. Interpretam, sim, a música de que mais gostam, embora sempre de sabor popular.
A tarde foi dos zés-pereiras que, em arruadas, percorreram as ruas da aldeia anunciando a festa da noite e o fim de uma semana iniciada no dia 19, depois do que em frente à ASSOPS, todos juntos, fizeram o seu barulhento concerto. Eram eles os grupos oriundos de Passos de Silgueiros, dos Pauliteiritos de Abravezes e os Contra o Bombo de Nogueira de Côta, todos do concelho de Viseu. À noite, no Largo Major Marques, abriram a festa e emprestando ao ambiente a sua particular característica. Seguiram-se os grupos de cantares: Grupo de Cantares “Milho Rei”, de Passos de Silgueiros, Viseu Grupo Etnográfico e de Cantares “Sol Ardente”, de Arraiolos, Alto Alentejo Grupo de Cantares “Os Rabelos do Douro”, da Régua Grupo de Cavaquinhos e Cantares à Beira”, de Queirã, Vouzela Grupo de Concertinas “Terras do Demo”, de Vila Nova de Paiva Grupo de Cantares “Tunanova”, de Passos de Silgueiros, Viseu. Os grupos esmeraram-se nas suas execuções, tendo em muitos momentos contribuído para que o Encontro atingisse nível bastante elevado. Foram também notórias as diferenças entre as características das regiões representadas, bem como os respectivos estilos individuais. Pensamos ter sido mais uma noite notável, no conjunto das sete que constituíram a nossa 4.ª Semana Cultural. A 5.ª, de 2011, está aí não tarda nada.
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