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Numa associação como a ASSOPS onde os problemas culturais são privilegiados e muito acarinhados, foi com naturalidade que nasceu o Milho Rei.
Constituído por elementos de ambos os sexos – ao contrário da TUNANOVA – dedica-se exclusivamente à música tradicional da sua região como do resto do país. Buscou-a directamente junto de informantes, mas recorreu também aos cancioneiros de que dispõe. O nome do grupo advém de uma das tarefas mais amadas do povo das beiras que, no passado, aproveitava as desfolhadas para, ao mesmo tempo que realizava esta tarefa bastante exigente de mão-de-obra por baixo preço, proporcionava aos jovens boa oportunidade para se juntarem à volta de montões de milho maduro, em noites quentes de Setembro, sempre ansiando pelo aparecimento da espiga vermelha, o milho rei, que daria ocasião a abraços e, quem sabe, a beijos escondidos trocados entre namorados ou desejados. Coisas de um tempo em que as convenções sociais comandavam o comportamento das pessoas.
O Grupo de Cantares Milho Rei viajou por esse Portugal e cantou também em Espanha, em França e na Alemanha.
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Actualizado em Segunda, 09 Janeiro 2012 23:21 |